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domingo, 30 de novembro de 2014

Sonho Desvanecido

E o sonho desvanece-se pelo ar...
Apenas fica tristeza, falta de alegria
Acaba o sonho... apenas fica a mágoa
Minha alma vai caindo,
Vai em direção ao precipício,
Acaba o tempo de esperar
De mostrar o que sentia,
Já houve tempo em que sorria
Porque meus olhos sempre sorrindo,
Mostravam algum benefício.

O meu sonho começa em ti,
Mas dentro do meu coração
O teu olhar era a luz,
Que me inundava de paixão...
Ao duvidares deste sentimento
Olha bem para dentro de ti,
Tenta ouvir a tua razão...
Para mim só o amor seduz
O meu sentimento sem ilusão.

O autor;
J. Boni.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ninguém para o Amar

Ouvi uma criança chorar
Numa casa que meu Deus,
Estará sozinha, vou entrar
Penso com os botões meus.

Não tem porta e vou,

Ao encontro deste choro
Porque será que assim sou,
Ofereço sempre o meu ombro.

Que menino tão pequeno,

Nesta espécie de berço...
Aqui está sozinho sem nada
Vou a Deus rezar-lhe um terço.

Onde estará sua família,

Sua mãe, seu pai
Quem terá deixado
Esta pequena alma tão só,
Para vir ao mundo,
Não terá suplicado
Ao ver este sofrer
Só me dá dó.

Vou pedir ajuda a alguém,

Alguém que possa ajudar...
Este ser não tem ninguém
Ninguém para o amar.

O autor;
J. Boni.

Um Raio de Sol

Um raio de sol,
Trespassa por uma nuvem
Que tão escura...
Acaba por aqui passar,
Pareceu uma flecha
De imensa felicidade,
Que ao meu coração
Acaba de chegar.

Deixa brilhar o sol
Esse sol tão lindo e brilhante,
Deixem-me para ele olhar
Deixa meu coração radiante.

Mesmo a acabar o ano,
O sol tem sempre o seu encanto
Com essa luz, não desarmo
Nem oculto o meu espanto.

Venha luz, venha magia
Venha amor, venha alegria...

O autor;
J. Boni.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A minha Cabana

Já vivi numa cabana...
Que não era apenas minha,
Não dormia só...em minha cama
Mas com quem, ninguém adivinha.

Virada para o rio,
Que me fazia sonhar
Às vezes tremia com frio,
Ou com o sonho de amar.

Pela janela, entrava a luz
Que iluminava o nosso pudor,
Aquela sede que seduz
O carinho do primeiro amor.

Adorava aquela cabana
Que mistificava tanto amor,
Talvez durante uma semana
Desfrutava de teu calor.

Nunca conheci outra igual,
De norte a sul do país...
Ao me lembrar, sinto um sinal
Lembro-me de quando era feliz.

Passou meses e anos...
Loucuras desencantos
Tanto tempo sem te ver,

Minhas loucuras, são espantos
De desejos tantos...
Que só sinto meu perder.

O autor;
J. Boni.

sábado, 15 de novembro de 2014

Quero ser uma Janela

Hoje abro a minha alma,
Vou abri-la ao mundo...
Respirar, vou com calma
Vou contar cada segundo.

Será que fica transparente,
Serei eu um vagabundo...
Usá-la assim é diferente
Bem aos olhos de todo o mundo.

Quero ser uma janela...
Sem persiana ou cortinado,
Quero ser teu espelho
Quando para ti, virado.

Inspirado numa cor,
Que nunca tinha imaginado
Descobri que um amor,
Nunca é eliminado.

Nunca se perde a razão,
Mesmo triste ou desolado
Ver bater...o coração
Mesmo distante, do nosso lado.

Só há magia no amor
Quando dois corações contribuem
Se amam e calam a dor...
Porque é o amor que os unem.

Para falar-mos de amor
Há muita forma de falar,
Mas quem no peito, sente esse calor
Sabe que quem ama, nunca vai parar.

O autor;
J. Boni.








sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A chuva continua a cair

A chuva...caiu ontem
Vi-a cair hoje,
Decerto amanhã vai tornar a cair.
Como o amor que desperto
Mas que teima em não sair.


Do casulo, de sua concha...
Do coração que decerto
Não se abre ao mundo,
Mantém-se fechado...
Para não se molhar,
Infinitamente, teimoso 
Em não se querer apaixonar.
Fixa o olhar no céu,
Na rua...no além
Pensador como eu,
Mas muito sonhador também.
A chuva continua a cair,
Minha esperança é regada
Só me apetece sorrir,
Com essa chuva abençoada.

O autor:
J. Boni.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pouco Tempo eu Chorei

Na manhã em que nasci,
Havia sol, alegria
Todos olharam para mim
As dores, era minha mãe que sentia.

Do colo de minha avó,
Passei por cima de uma balança
Os ponteiros, metiam dó
Os cinco quilos quase alcança.

Pouco tempo eu chorei...
Não fiz grande algazarra,
Quieto...por ali fiquei
Deitado na minha nova cama.

Mas que grande rapazão,
Diziam as minhas vizinhas
Que Deus lhe dê bom coração,
Boa mulher e boas filhas.

O autor;
J. Boni.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sala de Espera

Vou-me sentar mesmo aqui...
Algum tempo vou esperar,
Vou escrever um pouco, enfim
Do que me possa lembrar.


Porque motivo eu escrevo?
Também podem perguntar,
Neste espaço em que as pessoas
Vêm para se tratar.


Pequena sala de Hospital...
Onde estas cadeiras esperam,
Por quem cá chega mal
Por quem nelas desesperam.

No balcão das marcações,
Aguardam pelos doentes
Para exames aos corações,
Aos ossos,  ou aos dentes.


Aqui todos os doentes,
Vêm com muita esperança
Alguns ainda melhoram,
Outros nunca a alcança.


Bata branca ou azul,
Da enfermeira à doutora
Da empregada de limpeza,
À vontade de ir embora.


Olhei um pouco em frente
Vejo no canto de uma sala,
Cinco cadeiras, duas pessoas
E mais uma que ar inala.


No olhar destas pessoas,
Não vejo nenhum contente
E apesar de assistidas,
Sua saúde continua ausente.


Uma senhora já idosa,
Toda de cabelo branco
Toda triste e receosa,
Liberta seu grito de pranto.

Chega um familiar...
De um doente que desespera,
E eu já sinto falta de ar
Nesta sala de espera.



Porque não Tomas conta,
De todas estas pessoas, Santo Deus...
Trás-nos saúde para todos,
Dá-nos alegria, com sorrisos Teus.

O autor;
J. Boni.