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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Os meus olhos não Mentem















A minha alma chora
E os meus olhos
Certamente não mentem,
O meu corpo, sinto-o a vaguear
Por belos campos primaverais...
Sempre fixados em chegar
Onde eu pensei jamais.

Esta luz emana em mim
Um tão grande acreditar,
Pelo amor espero enfim
Pelo teu belo amar.

Posso sempre atravessar
Lagos, pântanos vendavais
Por mar terra e ar...
Por vinhas, matos ou verdes trigais.

Pelo amor nunca sigo...
Nunca sigo qualquer definição,
Sigo sempre apenas e digo
Sem distorcer a minha razão.

São assim os meu olhos
Os faróis da minha alma,
Que alimentam com amor
O meu amor vindo do nada.

Por entre arvoredos
Há muito plantados,
Deambulam seus ramos
Ao sabor do vento...
Ao espreitar do sol
Com seu raios brilhantes.

O autor;
J. Boni.




sábado, 5 de novembro de 2016

Amor Humilde



Deste meu humilde r/chão
Posso sonhar bem mais alto,
Porque tenho a chama no coração
Ajuda-me a dar o salto.

Mesmo descalço já palmilhei
Vales, montes e castelos...
Por lá nunca fiquei,
Dei ao sol meus cabelos.




Chamei em mim a humilde

Que toda a minha vida foi meu pão,
Desde o meu tempo do berlinde
Desde que sinto meu coração.

Há fogueiras de vaidades...
Há vaidades sem razão,
Muitos fazem habilidades
Outros trabalham pelo pão.

Vou continuar a acreditar
No meu amor humilde...
Sem ficar a pensar,
Em novela ou filme.


O autor;
J. Boni.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Que Pensar




Apaguei a última lâmpada
Fechei a ultima janela,
A porta enferrujada
No ar o perfume dela.

O seu cabelo,
Pura miragem...
Seu coração, nem vê-lo
Como prestar vassalagem,
Neste grande pesadelo.

Algum dia vais-te lembrar
Dos momentos que juntos passamos,
Nunca te esqueças de me amar
Dos momentos em que nos amamos.

O autor;
J. Boni.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Sempre Presente





E daqui que eu vou ver
Este lindo por-do-sol...
Sentindo uma nostalgia
Até o ver nascer novamente,
Para que me venha iluminar
Mais um alegre dia.
Com muita segurança
Eu vos vou aqui contar,
Vou escrever aqui sentado
Nesta rocha tão cinzenta...
Sem olhar para o lado
Nem para o que me tormenta.

Vou ver mais este por-do-sol
Sem ter alguma ilusão,
Estás sempre para mim presente
Bem presente a minha frente,
Vem iluminar o meu coração.
Como belo astro tudo iluminas
Apesar de bem distante...
Dás vida a todo o mundo,
Distribuis tantas alegrias
Com esse teu amor elegante.

O autor;
J. Boni.







domingo, 31 de julho de 2016

O Sonho



O sonho só habita...
Na cabeça de quem nele acredita.

O sonho sempre habitou em nós,
Netos, filhos e avós.

Acredito hoje seriamente
Que o sonho faz parte da gente,
Por diversas maneiras
Convive connosco diariamente.

O sonho na nossa vida
E como a agua num rio,
Avança sempre sobre obstáculos
Que a vai fazendo tropeçar,
Mas mesmo assim como nós...
Ao destino vai parar.

Se um homem não sonhar
Nada na vida acontece,
O sol até pode brilhar
Mas não se vê a lua...
Quando anoitece.

Por esta altura do ano
E de férias que se fala...
Peço-lhes que não parem de sonhar,
O sonho não pode tirar férias
Mesmo que estejamos a descansar.

O autor;
J. Boni.



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Apenas um Momento




Numa árvore escrevi,
Com uma lamina afiada
O nome de minha amada,
Que eu nunca sequer vi…
E dela não sei nada.

Tentei dia após dia
Procura-la por todo o lado,
Só com minha imaginação,
A poderia encontrar…
Porque nunca se me manifestou,
Nunca me procurou…
Como me poderia amar.

É a encruzilhada do momento,
Ou uma história inacabada…
Será que chegou a começar,
Ou foi apenas simulada?

O autor;
J. Boni.

Segredo




O fio da tinta procura
De ponta a ponta deste papel,
Sem rugas, sem estar enrugado
É apenas branco só de um lado,
Como se esperasse...
Pela tinta de um pincel.

No lado reverso ninguém vê,
Como que se despede do mundo
Para o qual foi criado...
Talvez até seja pequeno
No tamanho, mas não na simpatia,
Vou enrolá-lo serenamente
Para que possa correr mundo
Numa garrafa, noite e dia.

Parte em busca de uma história
Que nele possa ser escrito,
E quem sabe, na nossa memória
Possamos lembrar, 
Algo que nunca visto!

O autor;
J. Boni.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Por um sorriso Teu





Nunca trocarei um lamento meu
Apenas por um sorriso teu...
Nunca direi que te amo
Quando me viras as costas...
Nunca mencionarei o teu perfume
Sentindo apenas o teu azedume.

Vou apenas ficar parado
No meu tempo, no teu momento.

Na imensidão do teu silêncio
Que apenas eu, posso suportar
É apenas o prenuncio,
Do que de ti posso aguardar.

O autor; 
J. Boni.


terça-feira, 29 de março de 2016

Sem Tempo



Numa árvore escrevi,
Com uma lamina afiada
O nome de minha amada,
Que eu nunca sequer vi…
E dela não sei nada.

Tentei dia após dia
Procura-la por todo o lado,
Só com minha imaginação,
A poderia encontrar…
Porque nunca se me manifestou,
Nunca me procurou…
Como me poderia amar.

É a encruzilhada do momento,
Ou uma história inacabada…
Será que chegou a começar,
Ou foi apenas simulada?


O autor;
J. Boni.




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Lágrima




Lágrima

E cai mais uma,
Mais uma lágrima!
Redonda, transparente,
Onde simplesmente
Só uma alivia,
A alma da gente.

Pode não vir sozinha,
Podem vir mais a seguir,
Mas que lágrima pequenina
Parece que vem a sorrir.



Uma lágrima, muito diz!
Fala de tristeza,
De amor, de saudade,
Da instalada pobreza,
Num povo de toda idade.

Fala de solidão, 
De tristeza ou alegria, 
Por vezes vem do coração,
Como uma melodia.

Que tamanho contentamento,
Trá-la ao nosso rosto,
Às vezes é apenas um lamento,
Na face de quem eu gosto.

Lenta a chegar,
Do olho a sair, 
Um pouco quer ficar,
Não pensa em partir.

Muito há a falar,
Sobre uma lágrima qualquer,
Mas ninguém pode calar,
Uma lágrima de mulher!

O autor;
J. Boni.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O Pessegueiro e a Rosa







Um Pessegueiro escreveu a uma Rosa,
Sou jovem e muito famoso
Estou nas flor da idade...
Quero ser teu amigo,
Mas com muita tranquilidade.
Também eu quero pedir-te
Algo lindo para ouvir...
Sei que gostas de escrever
Da-me algo que faça sorrir.
Então a Rosa linda e cintilante,
Com tão linda apresentação...
Como que desabrochou,
E abriu o seu coração.
Mas o velho Pessegueiro
Que apenas queria uma amiga,
Para que pudesse desabafar
Acabou desiludido e exclamou...
Sei que sou bem velhote,
Apenas contigo quero falar.
E a Rosa que pensa ser sempre bela,
Com as suas pétalas sempre a brilhar
Não quis aceitar este amigo,
Que apenas o queria ser...
Mas que a Rosa não quis aceitar.

O autor;
J. Boni.


sábado, 30 de janeiro de 2016

Denso Nevoeiro

















Este denso nevoeiro
Que circunda os meus sonhos,
Na minha vida, dá-me pesadelos
Pesadelos bem longos.
Ofusca a minha esperança
Deixa-a completamente perdida,
Em mim... apenas busco a lembrança 
Que norteia a minha vida.
Apenas fica a escuridão...
Sempre presente em mim
Procuro em meu coração,
Um princípio, não um fim!

O autor;
J. Boni.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Tempo não pode apagar



















Depois do  tempo de insónias
E noites sem dormir,
Por essa brusca partida
Sem te ver despedir.
Mas um dia voltaremos a falar
De memórias,
De algumas tristezas...
Mas sobretudo de muitas alegrias
Agora vão-se tornar,
Em boas recordações,
Falamos tanto em silêncio
Que nem o telefone respondia,
Mas a loucura deixou ficar
Uma chama bem intensa...
Naquele lamentável dia.
Foi-nos permitida uma ousadia
Para fazer-mos amor toda a noite,
Mas por telepatia.
Que momento não fugaz
Mesmo sem a luz acesa,
Ficamos sem respirar...
Não sei por quanto tempo
Ainda hoje me custa falar,
Meu amor, desse momento...
Que o tempo não pode apagar.

O autor;
J. Boni.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Vários Momentos




Já foram vários os momentos
Em que sofri de ilusão,
Nesse tempo, muito sofri
Aguenta coração...
Esse órgão que em mim pula,
No meu peito, no meu corpo
Mas sem medo o desejo perdura
Sempre com alguma ternura.

Já tive pesadelos, muitas tristezas
Alegrias de loucuras...
Buscas contínuas e incessantes
Procuras e certezas radiantes.
Já Cruzei campos, várias terras
Algumas montanhas, serras
Nunca encontrei a felicidade
Mas ao viver de quimeras,
Trocam-nos a identidade.

Que procuro eu afinal
Talvez nem mesmo eu saiba,
Para mim está sempre escuro o céu
Nenhuma estrela me dá luz pelo Natal
Falta-me ver esse brilhar...
E sinto-me sempre a abraçar
Apenas a saudade,
Saudade que não consigo parar.

O autor;
J. Boni.